Palpi
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domingo, 13 de julho de 2014

Mantra

Repetir várias vezes ao dia:

"Tudo e todos me fazem prosperar agora."

(The Secret - via FB)


segunda-feira, 7 de julho de 2014

O circo


"Para o iluminado, tudo o que acontece à sua volta é um circo. Não há necessidade de ele comprar um ingresso -- seu problema é como sair do circo!"

Osho - Escute seu coração


Alegria


"Não há necessidade de saber para onde você está indo.
Não há necessidade de saber por que você está indo.
Tudo o que precisa saber é que você está indo alegremente,
pois, se está indo alegremente, não pode estar errado."

Osho - Escute seu coração


Born to die. Of course!

sexta-feira, 4 de julho de 2014

#microconto

Brincar de amor? Não, não! Isso é muito perigoso, você pode cair e se machucar.

-- Cláudia Breithaupt


quinta-feira, 3 de julho de 2014

A vida como ela é

Ela está mal. Eu não a vejo há muitos anos. As pessoas, a maioria delas, depois de acometidas por essa doença, dependendo do grau, não gostam mais de serem vistas. Prefiro pular a parte descritiva. Ela está mal, muito mal. Chegou naquele estágio em que as pessoas ficam esperando pela sua morte como um alívio. Um horror ter de pensar assim. Não gosto da ideia de que as pessoas precisam passar por essa situação em suas vidas. Muito triste. E a religião é uma grande culpada. Não tem solução? A pessoa vai viver sofrendo e permitindo que tudo ao redor sofra junto? Qual o sentido? A única coisa que alivia meu sofrimento diante da possibilidade de uma doença maligna -- aqueles exames que, graças a Deus, nunca dão em nada, mas que sempre são assustadores -- é pensar que me mato. Sim, me mato, morro, mas não quero ficar sofrendo e, muito menos, fazer sofrer, o que me faria sofrer ainda mais.
Culpei a religião e citei Deus. Ah, o ser humano! Vamos ao ponto.
Faz tanto tempo que ela está mal e que se espera por uma notícia de sua morte que, inconscientemente, matei-a antes da hora. Tenho dessas. Ou as mato ou as mantenho vivas mesmo depois de mortas. Não a vejo e sei muito pouco a seu respeito. Ela sumiu de nosso convívio, assim como parte de sua família, infelizmente. Era uma ótima pessoa, o que, diferente do que pregam por aí, não a poupou de sofrimentos de espécie alguma. Voltemos ao ponto.
Conversando com uma amiga, combinamos que quando ela falecesse, o que parecia perto de acontecer, nos avisaríamos. Os dias passam, a cabeça da gente, a minha, principalmente... bom, tantas coisas... A vida, embora eu a ache mesma e chata e péssima a maior parte do tempo, ainda me surpreende. Que mundo rico e fantasioso o meu! Obrigada, Senhor, por tamanha insanidade.
Bom, logo após o almoço, toca o telefone. Vejo na bina que é a tal amiga, que liga quase todos os dias nem que seja pra não falar nada do que já não estivéssemos cansadas de saber ou falar. Pior, algumas vezes conversamos com tal empolgação sobre um assunto já tão manjado que percebo o quanto a vida é besta. Imagine perder tempo em falar tanto e, ainda mais, do que não faz sentido! Nós, mulheres! Blá~blá~blá. Eu não queria ser homem, mas ser mulher besta também não. Enfim, já causei profundas decepções a mim mesma.
-- Oi, querida, tudo bem? -- digo um tanto desanimada. Eu, afinal, acabara de almoçar.
-- Fulana morreu! -- foi direto ao ponto, com uma voz meio dramática. Ela adora um drama.
-- Quem? Que fulana? Morreu como? -- pergunto distraidamente.
-- Você está louca? Como que fulana? A fulana morreu. -- num tom alto e incrédulo.
-- Ó meu Deus! Desculpe-me, eu já havia esquecido que ela estava pra morrer de novo. Achei que você estivesse falando de outra pessoa, assustei.
-- Assim que eu souber de mais detalhes, como hora de velório e enterro, aviso. E se você souber primeiro, me avise, ok? Beijo -- disse sem encompridar a conversa. Achei-a indignada com o meu esquecimento.
-- Ok, obrigada. Beijo.
Ao desligar o telefone, incrédula estava eu com a minha capacidade de esquecer as coisas, as pessoas e tocar a vida pra frente.


#microconto

Na aula de geometria penso em círculos.

-- Cláudia Breithaupt